−
− O
−
− É
− É verdade. Nessa época de trevas talvez só ele possa nos ajudar.
− Antes ele terá de ajudar a si mesmo.
O outro monge balançou afirmativamente. O céu estava estrelado, e os dois estavam sentados ao redor de uma fogueira, cobertos por suas túnicas. A mata ao redor formava uma parede que obstruía a visão, tornando a fogueira um pequeno ponto brilhante no meio de toda a escuridão.
− Ele é novo?
O outro monge sorriu.
− Ele nem nasceu.
− E como saberemos quem ele é?
−
− Não entendo isso.
− Com o tempo entenderá.
− Venha,
O suor escorria por sua testa. Todos os seus movimentos eram pausados e calculados. Até sua respiração estava mais controlada e pausada. Outro rosnado. Mais uma vez os arbustos movimentaram-se à sua frente. O caçador deu um passo para trás, agachando-se para conseguir apoio. A floresta estava mais sombria do que de costume.
− Vamos, o que está esperando... mostre-se...! – sussurrou ele.
Um bando de morcegos passou voando pela cabeça do caçador. O mesmo não moveu um único músculo. Estava compenetrado em seu objetivo. Mas não podia avançar, pois poderia virar caça. Puxou a flecha, provocando a elasticidade do arco. Agora bastava sua caça aparecer e o caçador soltar aquela flecha que seria o sopro mortal. Sua mira era quase perfeita. Com certeza seria fatal.
Outro rosnado. O caçador via o pêlo cinzento daquele animal. Podia sentir já sua respiração quente em seu rosto.
− Venha! – gritou ele.
A fera urrou e pulou em direção ao caçador, com as garras à mostra. O som de um assobio no ar. O som de um impacto. Um uivo doloroso. O barulho de algo pesado caindo ao chão. O caçador levantou-se, vitorioso.
− Finalmente peguei você, Lupus – disse o caçador.
Ele fitava sua caça abatida no chão. A fera voltava à forma humana.
− Flechas com pontas de prata. Nunca falham contra sua raça – murmurou ele.
Deu as
Caminhou até chegar a uma cabana. A cabana que era sua casa. Imediatamente uma mulher de cabelos negros e aparentando pouca idade escancarou a porta, correndo em sua direção e atirando-se em seus braços. Os lábios tocaram-se com energia. Após um longo beijo, o caçador fitou-a, com um largo sorriso nos lábios.
− Consegui. Finalmente abati o Lupus.
− Usou prata?
− Sim. Os licantropos são vulneráveis à prata. Acertei bem no coração.
− Fico aliviada. Não conseguia mais suportar conviver com o perigo.
− Eu matei o imortal. Tirei a vida daquele que não podia dá-la por meios normais. Este foi o último.
− E os vampiros?
− Extintos.
− Você matou todos?
− Consegui destruir algumas tocas. Tive ajuda de outros caçadores.
A mulher abriu um largo sorriso.
− Meu bravo guerreiro!
Lançou-se em seus braços. Os lábios colaram-se. As mãos deslizavam pelos corpos um do outro, promovendo carícias sem malícia. Ficaram dessa forma durante vários e longos minutos.
− Vamos entrar. Você deve estar faminto! – disse a mulher.
− Com certeza!
E os
− Tyberius, fiz coelho hoje, está bem?
O caçador sorriu.
− Claro, tudo bem, Morgana.
A mulher serviu-se e posteriormente serviu ao marido. Os dois sentaram à mesa em silêncio. Comeram devagar, saboreando cada mordida. A carne estava macia e muito saborosa.
As
− Eu sou aquele que lhes dirá a verdade! – disse uma voz masculina e majestosa vinda de dentro das chamas.
Tyberius observava incrédulo. Morgana mal pestanejava.
− Eu sou a Fênix, a ave da imortalidade. Você, caçador dos imortais, cometeu um grande pecado. Julgou por raça, e não por indivíduo. Matou licantropos inocentes, que se escondiam para não machucar a humanidade. Assassinou vampiros com alma, inofensivos. Caçou gárgulas impiedosamente, matando muitas dessas criaturas sombrias que nenhum mal haviam feito ao seu povo.
− Essas criaturas nos caçam! Somos gado para elas! – defendeu-se Tyberius.
− O que vai acontecer?! – perguntou Morgana, desesperada.
A Fênix a fitou com os olhos amarelos. Suas penas cor de fogo emitiam um brilho quase ofuscante.
− Daqui a três meses você, esposa do Caçador de Imortais, entrará em um ciclo especial de fertilidade. Durante os próximos três anos dará à luz três filhos. O trio terá o dom da imortalidade. Aparentemente serão humanos, mas terão sangue de licantropo, vampiro e gárgula. Com a puberdade, a fera dentro deles despertará, e a metamorfose ocorrerá.
O casal não podia acreditar no que ouvia. A Fênix continuou.
− Devem ensinar-lhes os valores dos mais nobres humanos. Devem dar a eles a força para serem guerreiros de justiça. Terão a força dos seres da noite, mas a alma do humano. Abominem de suas mentes o preconceito. Que assim seja.
5 comentários:
Parabéns pelo texto, muito bem escrito! A narrativa segue de forma simples e clara, o que prende a atenção do leitor. Desejo-lhe grande sucesso! Forte abraço!
cara um excelente texto
muio bom realmente muito bom
ei onde posso comprar seu livro?
reponda-me na comunidade dos lobsomens ok?
abraços
caraca, o texto é incrível!
a trama parece muito boa mesmo, tá de parabéns!
Boa noite ^^ cara sua narrativa é bem dinamica e prende a atenção !! um dia vou querer ver o restante !! estoue escrevendo a alguns meses tb porem tive de pausar ! grande abraço e parabens
Nossaaaaaaaaaaaaaa que maravilha.
Seu texto é fantástico. Parabéns.
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